Luca Reis Ferreira
Atividades ilícitas que atravessam fronteiras são tão antigas quanto a invenção do sistema internacional moderno, como a pirataria e o tráfico de escravos (Pereira; Jordão, 2020 apud Andreas; Nadelman, 2006). O termo “crime organizado transnacional” (COT), no entanto, origina-se da identificação do crime como ameaça global durante o governo Bill Clinton, cimentando a crescente atenção dada aos ilícitos transnacionais nos anos 1970 e 1980 (Pereira; Jordão, 2020). Já naquele momento, a relevância de Myanmar na dinâmica do crime internacional chamava a atenção da mídia ocidental (Bernstein; Kean, 1996).
Há décadas, o COT vinculado ao Sudeste Asiático ocupa analistas experientes de segurança internacional (Emmers, 2003), sobretudo pelos impactos decorrentes do tráfico no Triângulo Dourado. A região montanhosa, que compreende Tailândia, Myanmar e Laos, possui um vasto histórico de atividades ilícitas, hoje ampliadas em escala e sofisticação pela instabilidade política em Myanmar (UNODC, 2024a). Desde 2021, a erosão da ordem doméstica myanmarense impulsionou a convergência entre múltiplos delitos, fomentando um ecossistema criminoso ainda mais complexo.
Nesta análise, argumentarei que os desafios históricos que Myanmar enfrenta no combate ao crime organizado foram agravados pelo golpe de Estado de 2021. Tendo em vista a necessidade de problematizar abordagens que delimitam o COT à análise dos grupos criminosos (Pereira; Jordão, 2020), considero que uma interpretação mais adequada das atividades ilícitas transnacionais exige relativizar a dicotomia imposta entre Estado e atores criminosos. A conjuntura de Myanmar, aqui analisada desde uma lente internacional, proporciona uma oportunidade de avançar nessa interpretação.
A erosão doméstica como catalisadora do crime
Recentemente, o processo político de Myanmar tem sido marcado por eleições gerais e retomada das atividades parlamentares (Myanmar’s…, 2026). Mas em vez de representarem avanços da institucionalidade em um Estado historicamente frágil, tais procedimentos visam consolidar, sob uma fachada civil, o regime que tomou o poder em fevereiro de 2021 (FIDH, 2026). Liderada desde então pelas forças armadas do país (Tatmadaw), a nação localizada no Sudeste Asiático passou por severa erosão institucional e tornou-se um dos centros globais de operação do crime organizado transnacional.
Após a deposição forçada do governo democraticamente eleito e a instalação da junta militar, protestos irromperam por todo o país, os quais evoluíram para formas coordenadas de resistência em uma guerra civil prolongada (Fumagalli, 2022). Desde então, agentes do crime aproveitam-se do vácuo de poder para profissionalizar suas atividades, em um processo agravado pela forma como os militares mobilizam atores extra-estatais contra civis e perdem o controle das áreas fronteiriças. O fim do experimento democrático de Myanmar também passa pela incapacidade da oposição de reconstruir instituições sem a influência dos militares (Fumagalli, 2022), o que paradoxalmente dificultou a constituição de um aparato de repressão capaz de lidar com o crime organizado.
Desde a erosão doméstica causada pelo golpe, a fragmentação do território e a violência armada contribuem significativamente para o avanço do COT na região. A contestação de territórios substitui o centro da governança de uma autoridade central estabelecida por um conjunto de atores interessados na operacionalização da economia ilícita e seus lucros, favorecendo relações promíscuas entre Estado, agentes de segurança, dissidentes, milícias e outros atores domésticos (ISP, 2026). Paralelamente, atores internacionais, como os governos da Tailândia e da China, optam por coordenar a segurança das fronteiras também com a resistência armada (Thiha, 2025), diluindo distinções entre agentes públicos e privados.
No âmbito das Nações Unidas, a atuação diante da erosão democrática tem sido limitada pelo bloqueio do eixo sino-russo a quaisquer medidas internacionais coercitivas sobre a junta militar governante (Plunkett; Tansey, 2024). Assegurando o Tatmadaw como aliado e exemplo internacional de dissidência iliberal, China e Rússia foram denunciadas por Thomas Andrews, Relator Especial da ONU em Myanmar, por transferirem armas para o país com pleno conhecimento de que seriam utilizadas para atacar civis (OHCHR, 2022). Além de claramente violar o direito internacional, a dupla contribui de forma indireta para o tráfico de armas no país, dada a forte correlação dessa atividade com mercados criminosos (MacBeath, 2025) e os altos níveis de corrupção das forças armadas.
No mesmo sentido, iniciativas regionais pautadas pela ASEAN, como o Consenso de Cinco Pontos, foram incapazes de restabelecer a arquitetura de segurança regional pré-golpe (Mun, 2025). Ao enquadrar o COT como um risco secundário decorrente do conflito, e não como motor da crise, inviabilizou-se a possibilidade de reformular a lógica de segurança coletiva no Sudeste Asiático e pressionar a junta a seguir protocolos de governança transnacional. Nesse cenário, a inoperância das instâncias multilaterais frente aos efeitos gerados pelo golpe de Estado de 2021 tem produzido uma perigosa permissividade diante do crime organizado myanmarense, cujas atividades hoje convergem em escala alarmante.
Drogas, golpes digitais e tráfico humano: elementos de um ecossistema criminoso
Estabelecendo-se como um dos epicentros globais do crime organizado transnacional, Myanmar convive com a intensificação da atividade de milícias pró e antigoverno, altos níveis de insegurança na vida social e a ausência de capacidade institucional para coibir violações ao Estado de Direito (IBAHRI, 2022). Nos últimos cinco anos, essa dinâmica é observada especialmente pela convergência de delitos como os golpes digitais, o tráfico de pessoas e o fluxo transfronteiriço de drogas, que se retroalimentam em um ecossistema de proporções únicas em todo o mundo. A saber, dentre 193 países analisados no último relatório anual da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC, 2025), Myanmar figura como a nação com o maior índice de criminalidade e a pior resiliência contra criminosos.
Na medida em que a permissividade internacional impera e a ordem doméstica permanece fraturada, redes ilícitas aproveitam-se da fragmentação para aumentar sua influência na economia local, aliciar a população e ampliar o escopo das suas atividades. Devido à expansão do COT, uma abordagem estritamente repressiva, via intervenções ostensivas nas áreas mais afetadas, tende apenas a empurrar as atividades criminosas para outras áreas do país e transbordar nos Estados fronteiriços (ISP, 2026). Uma série de fluxos globais é estimulada a partir da desterritorialização dessa atuação e, mesmo que a arquitetura de segurança regional avance, a “jurisdição de alto risco” de Myanmar oferece uma rota de escape aos mais diversos grupos criminosos (FATF, 2022).
Se a imagem histórica de milícias e grupos armados pode ser de dispersão, hierarquias desordenadas ou vínculos exclusivamente étnicos e familiares, esse retrato certamente não espelha a dinâmica vigente do crime organizado na região. Atuando em lógica e proporções industriais, os grupos que se especializam em cibercrimes se expandiram em Myanmar por meio da criação de centrais de golpes digitais com um grau de profissionalização elevado. Suas atividades incluem a administração de propriedades com infraestrutura fortificada, a emissão de contratos de trabalho falsos, o emprego de Inteligência Artificial (IA) generativa para criar identidades falsas e permitir traduções simultâneas, o uso de deepfakes para aperfeiçoar a credibilidade de extorsões e a aplicação de táticas de vigilância que permitem monitorar vítimas e recrutar perfis específicos (UNODC, 2024b).
Sob marcos regulatórios insuficientes, criminosos aproveitam-se da insegurança social e financeira dos myamarenses, agravada desde o golpe de Estado, e gradativamente passaram a utilizar a população para atrair nacionais dos países vizinhos. Do ponto de vista do entorno regional, esse processo se relaciona a um nível insuficiente de literacia digital, sendo identificada a dificuldade dos usuários da internet em distinguir entre informações verdadeiras e falsas quando são abordados nesses esquemas, impactando tanto governos quanto populações (IISS, 2024). Não por acaso, a baixa maturidade digital dos países mais pobres do Sudeste Asiático converge para um baixo engajamento institucional em investigações internacionais sobre resiliência cibernética e para uma alta vulnerabilidade civil frente aos esquemas golpistas (Pacific Forum, 2025; Nwal; Myint; Nwal, 2025).

Mapa dos centros de golpes digitais identificados em Myanmar até 2025.
Fonte: Australian Strategic Policy Institute.
A força de trabalho nas centrais de golpes, antes composta principalmente por cidadãos dos Estados limítrofes, já é transcontinental, contendo vítimas de 22 países de regiões como a Ásia Central, o Leste Europeu, a África e a América Latina (INTERPOL, 2023; UNODC, 2024). De acordo com a ONU, ao menos 120 mil cidadãos estrangeiros foram sequestrados e forçados a entrar nas indústrias de crimes cibernéticos e apostas on-line, atuando em fraudes de empréstimos e investimentos, oferecimento de falsas promessas de emprego e lavagem de dinheiro com criptomoedas (Beach, 2025; Zan; Min, 2025). Percebe-se, portanto, um alto grau de convergência entre os delitos, onde o tráfico de pessoas está intimamente relacionado aos desdobramentos na esfera dos golpes digitais.
Enquanto laboratório internacional do crime organizado, a sub-região do Grande Mekong, que compreende Myanmar, China, Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã, hoje vê uma acentuação do fluxo transfronteiriço de drogas. Há evidências de que, em múltiplas zonas fronteiriças, milícias e agentes formais de segurança cobram taxas para proteger as centrais golpistas e, em troca, obtêm receitas para movimentar substâncias ilícitas, financiar armamentos e consolidar posições territoriais disputadas (MacBeath, 2025). Internamente, a junta militar de Myanmar, no contexto de sanções internacionais e instabilidade nos centros urbanos, limitou o comércio de bens essenciais nas áreas fronteiriças e impôs uma série de restrições nacionais à importação, o que em contrapartida sufocou a economia formal e contribuiu para que a população fosse cooptada em atividades relacionadas aos golpes digitais e ao tráfico de drogas e armas (ISP, 2026).
Segundo estimativas do UNODC (2025a), o cultivo da papoula do ópio em Myanmar entrou em tendência de alta a partir de 2021. A planta, fonte primária de drogas como morfina e heroína, é uma das peças de um mercado ilícito aquecido, que hoje ultrapassa o entorno regional imediato e alcança países como o Japão e a Austrália (Peter, 2025). Dado o cenário interno de guerra civil e as repercussões diretas na atividade agrícola, esse aumento sugere a recente sofisticação do cultivo. Mais do que isso, o dado remete ao conceito de dilatação espacial dos mercados (Cepik; Borba, 2011), processo típico do COT onde ocorre o afastamento geográfico entre o produtor da matéria-prima traficada e o consumidor final.
Gráfico de barras da produção potencial anual de ópio em Myanmar.
Fonte: United Nations Office on Drugs and Crime.
A dinâmica do tráfico internacional de drogas advindas do Triângulo Dourado também vem sofrendo alterações desde 2021. Impulsionados particularmente pelo estado de Shan, em Myanmar, a produção e o tráfico de substâncias ilícitas sintéticas na região, como metanfetamina e cetamina, aumentaram exponencialmente, o que é indicado por um número maior de conflitos e maiores quantidades apreendidas (Doyle, 2025). Indicando a intenção dos grupos criminosos de expandir o mercado de consumo de drogas sintéticas, a diversificação da distribuição por rotas que perpassam diferentes países é notável, envolvendo Malásia, Camboja, Indonésia, Índia e as Filipinas (UNODC, 2025b). Desde o Triângulo Dourado, as redes ilícitas se proliferam como produto de uma governança frágil, que molda a ação de migrantes, agentes fronteiriços e atores do crime.
Sabe-se que a complexa associação entre o COT e as forças políticas locais insere a junta golpista e a burocracia do Estado de Myanmar em uma série de relações obscuras, mas já parcialmente atestadas (Routray, 2023), ligando o financiamento das forças armadas ao tráfico de drogas. Futuras investigações sobre o tema hão de prover maior clareza sobre o papel ativo do Tatmadaw na economia ilícita, para além de uma tolerância calculada a partir de fins estratégicos, como já acontece com outros atores regionais.
Considerações finais
Notoriamente, a transformação de Myanmar em um epicentro de atuação do crime organizado transnacional provocou desafios ainda não totalmente compreendidos, quanto menos respondidos, pela comunidade internacional. Elementos desse ecossistema criminoso, como o grau de convergência entre delitos, os vínculos de dependência formados sobre as comunidades locais e as relações entre instituições falidas, instâncias multilaterais paralisadas e agentes corruptos obscurecem a nossa capacidade de delinear soluções à crise. Atores externos deverão agir desde a complexidade desse quadro, priorizando o bem-estar da população civil antes de seus interesses imediatos.
Por fim, esta análise se dispôs a contribuir para a compreensão da dinâmica do crime e sua relação com a conjuntura myanmarense, a qual exemplifica a necessidade de incorporar outros atores para melhor interpretar o COT. Ainda, os obstáculos a nível humanitário, social e econômico intensificados pela atividade criminosa merecem maior atenção internacional, para além das páginas inertes de relatórios de organizações intergovernamentais. Nesse meio-tempo, entre drogas ilícitas e esquemas golpistas, entre governo e milícias, entre fuzis e teclados, o crescimento do crime organizado transnacional associado a Myanmar continuará a exigir esforços analíticos de internacionalistas.
Nota:
A responsabilidade pelo conteúdo final desta análise de conjuntura é exclusiva do autor. O uso de Inteligência Artificial Generativa se limitou ao processo de investigação de referências (Perplexity AI e Google NotebookLM), comparação entre referências selecionadas (Google NotebookLM) e ao apoio na revisão textual (Google Gemini).
Referências
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