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Carolina Bastos¹

 

O ciclo eleitoral e as eleições de 2025 representaram um momento conturbado na política tanzaniana. O país tem sido marcado, por décadas, pela primazia de uma lógica de consenso e união nacional, fundamentada na ideologia do ujamaa, propagada por Julius Nyerere, primeiro presidente do país, após a independência e consolidada pela dominação política de um só partido mesmo após a institucionalização do multipartidarismo. Com essa visão enraizada na própria cultura e vida social da Tanzânia, qualquer forma de dissenso e discordância eram entendidas a partir de uma lente de traição nacional, a qual beneficiava a harmonia em detrimento de qualquer contestação e conflito.

Entretanto, esta análise argumenta que o cenário eleitoral do país em 2025 representou um sério questionamento da totalidade do consenso tanzaniano. Marcadas por uma alegada repressão, pela exclusão da oposição e por protestos populares violentos e inesperados, as eleições culminaram em uma ruptura com a lógica histórica de concordância. O conflito político e as contestações às estruturas políticas e institucionais do país deixam de ser escondidas e passam a tensionar, cada vez mais, um governo dominante que pode ter sua hegemonia política contada.

 

A construção do consenso como questão identitária

A Tanzânia se tornou um sistema multipartidário de eleições em 1992, pelo efeito de pressões internas e externas. Anteriormente, o país adotava um sistema unipartidário, no qual eleitores votavam seus representantes dentro do partido dominante Chama Cha Mapinduzi (CCM, Partido da Revolução em português). Entre os determinantes internacionais do processo de instalação do multipartidarismo estavam o ambiente internacional de colapso de sistemas unipartidários na Europa e na África, além de pressões exercidas por instituições financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. No cenário doméstico, as elites urbanas, em especial, já não viam benefícios na estrutura unipartidária que centralizava conflitos verticais dentro do próprio partido (Whitehead, 2000).

Em um panorama geral, o sistema unipartidário, apesar de restringir competição horizontal e oposição partidária, havia sido diligente na aplicação de eleições recorrentes, quinquenais desde 1965, e permitido, até certo ponto, contestações civis. Entretanto, construiu-se um sistema em que visões alternativas à legitimidade do partido dominante eram vastamente desconsideradas. Esse processo, em combinação à improbabilidade de reformas dentro de um mesmo partido, geraram um histórico de apatia política que, até certo ponto, permaneceu mesmo após a abertura para oposição partidária (Whitehead, 2000).

Historicamente, a Tanzânia priorizou harmonia política e união nacional em detrimento da contestação, do questionamento e do dissenso (El Ouassif, 2025). Julius Nyerere, primeiro presidente do país e fundador do partido que viria a ser o CCM, e seus aliados propagaram a ideologia do ujamaa como projeto nacional após a independência tanzaniana em 1961 e a unificação com Zanzibar em 1964. Ujamaa, palavra em swahili que pode ser traduzida como relação ou vida familiar, era entendida por Nyerere como a base do socialismo africano, um conjunto de valores que destacam a importância comunitária, a igualdade e a participação social na construção nacional (Boesl, 2023). Esse ideário perpassou a construção política nacional do país, de forma a criar uma cultura que priorizasse a coesão, a disciplina coletiva e a uniformidade. O dissenso, então, foi equalizado à deslealdade e à ameaça aos valores nacionais, e foi institucionalizada uma estrutura oposta à competição em favor da manutenção da estabilidade. Criou-se uma cultura e uma lógica de consenso que encobria toda a vida política do Estado (El Ouassif, 2025).

Assim, mesmo entre 1992 e 2025, após a instauração do multipartidarismo, o CCM mantém sua centralidade política, ganhando sucessivas eleições presidenciais com altas margens contra seus opositores (El Ouassif, 2025). Fundamentado no progresso e desenvolvimento nacional e trabalhando em prol de uma unidade uniforme que excluía a oposição por vias institucionais e técnicas, em vez de crises comedidas, o partido foi capaz de manter a lógica do consenso, colocando-se no papel de propagador do desenvolvimento e da estabilidade. “Não podemos permitir que as pessoas tornem político tudo e qualquer coisa, todos os dias. Quando iremos trabalhar e construir a nação?”, disse John Magufuli, presidente tanzaniano entre 2015 e 2021, à oposição e à população após sua eleição para presidência em 2015 (The Citizen, 2016). Construiu-se, portanto, em um longo processo histórico, um cenário em que levantar debates políticos amplos e críticos à estrutura consensual seria semelhante a contestar o desenvolvimento nacional, prática que se tornou intrínseca à nação tanzaniana como unidade nacional.

 

Primeiro mandato de Hassan e perpetuação estrutural

Samia Suluhu Hassan assumiu o posto da presidência da Tanzânia em 2021, após a morte inesperada de Magufuli no mesmo ano. Seu mandato foi marcado por avanços em setores estratégicos, desenvolvimentos de infraestrutura e indústria, crescimento e estabilidade econômica, avanços na igualdade de gênero e uma resposta efetiva à saúde e à pandemia da COVID-19 (Magasi, 2024). No debate político, Hassan herdou um sistema arquitetado em torno do partido CCM, e procurou maneiras de equilibrar desestabilidades políticas internas e externas que haviam sido formadas ao longo dos últimos mandatos, a fim de manter sua centralidade (El Ouassif, 2025).

Nessa conjuntura, começou um processo de recalibração do partido e da configuração política. A presidente incentivou a volta de figuras marginalizadas durante o governo de Magufuli, como o antigo ministro Bernard Membe, que havia sido expulso do partido por má conduta ética e, em sua percepção própria, por ameaçar a autoridade do líder ao almejar a nomeação para a corrida presidencial, e trabalhou em prol da reconciliação e coesão interna sem desestabilizar a hierarquia partidária (El Ouassif, 2025; Ng'Wanakilala, 2020). Sua retórica, ainda, foi marcada por discursos de inclusão e reconhecimento de necessidades populares, um pragmatismo não-convencional centrado no povo, criando uma imagem carismática e uma conexão com a população e com o progresso material do país (Zhang, 2023). Além disso, permitiu o retorno ao país de exilados políticos líderes da oposição, como Tundu Lissu e Godbless Lema, e uma abertura para discussão cívica e midiática maior, avanços que foram vistos internacionalmente como sinais de normalização política democrática. Nesse âmbito, renovou relações com parceiros de desenvolvimento e aumentou a atuação em órgãos regionais e multilaterais no sentido de uma diplomacia voltada ao desenvolvimento social e econômico (El Ouassif, 2025).

Entretanto, esses avanços não foram acompanhados de reformas institucionais que vinham sido clamadas por setores da população e pela oposição. O governo de Hassan manteve um relativo controle da ordem política e perpetuou o consenso como fundamento nacional, trabalhando para desqualificar processual e retoricamente aqueles que desafiam a legitimidade sistêmica e partidária (El Ouassif, 2025). Assim, apesar da abertura em alguns setores, a governante foi capaz de mantê-la controlada e comedida para que não se chocasse com o consenso político.

Por tal contexto, a recalibração de Hassan durante seu primeiro mandato exerceu um papel de reconstrução da imagem tanzaniana como ator cooperativo, democrático e moderado, mesmo enquanto preservava uma estrutura de ordem doméstica de centralidade política unipartidária. Assim, enquanto reforçava sua legitimidade política, minimizava desafiantes do consenso, de forma que oposição seria aceitável desde que construída a fim de manter seu poder, viabilizando uma conjuntura em que, por exemplo, apenas candidatos que não fossem ameaças reais a sua hegemonia fossem mantidos na corrida eleitoral de 2025. Segundo El Ouassif (2025), essa estratégia, ao mesmo tempo que garante estabilidade e continuidade, também limita o surgimento de uma política sintética e competitiva na medida em que a dissidência é gerenciada via inclusão seletiva ou restrições procedimentais. Assim, perpetuou a lógica consensual tanzaniana de “acomodar, absorver e reformular o dissenso” (El Ouassif, 2025, p. 6) dentro de limitações predispostas como aceitáveis.

 

Eleições de 2025, protestos e quebra identitária

Nos últimos meses do processo eleitoral, o governo tanzaniano recebeu críticas da oposição e da comunidade internacional em relação a questões envolvendo direitos humanos. Em junho, especialistas independentes apontados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas expressaram preocupação com o tratamento que vinha sendo conferido a ativistas, membros da oposição e jornalistas, que incluía, alegadamente, prisões e desaparecimentos forçados, intimidação e tortura. Nesse viés, urgiram com as autoridades para que parassem de esconder informações pertinentes aos casos e às vítimas e investigarem os responsáveis (OHCHR, 2025). Já a Anistia Internacional, movimento que atua na defesa dos direitos humanos, elaborou um relatório de pesquisa, lançado em outubro deste ano, logo antes das eleições gerais, em que se afirma haver uma séria crise de direitos humanos no país, com esta se estendendo, pelo menos, desde as eleições de 2020. Entre os apontamentos principais estão um arcabouço jurídico que permite a limitação da reunião e movimentação da oposição e de discursos alternativos, além de desaparecimentos forçados e mortes, tortura, acusações políticas e detenções incomunicadas (Amnesty International, 2025).

Internamente, a oposição também levantou questões referentes à justa competição no processo eleitoral à medida em que partidos alternativos ao CCM foram barrados procedimentalmente da corrida. Tundu Lissu, líder do principal partido de oposição, Chama cha Demokrasia na Maendeleo (CHADEMA, Partido para Democracia e Progresso, em português), foi preso em abril de 2025 sob acusações de traição após pedir por reformas e eleições mais livres, e seu partido foi impedido de promover qualquer outro candidato ao recusar a assinatura do código de conduta oficial. Ainda, Luhaga Mpina, candidato presidencial do partido ACT Wazalendo, outro grande concorrente, foi desclassificado da corrida pela comissão eleitoral sob citação de violações procedimentais internas do partido (El Ouassif, 2025; CNN, 2025; Amnesty International, 2025).

Sem concorrência significativa, o CCM esteve com seu caminho livre para reeleger Hassan a um segundo mandato no dia 29 de outubro de 2025. Entretanto, as eleições trouxeram consigo grandes levantes populares, inesperados e atípicos no país. Protestos foram organizados pela geração mais nova, que já não se vê representada pelo partido dominante, e tomaram as ruas do país na semana que seguiu as votações. Em resposta, uma grande onda de violência foi vista. Protestantes foram reprimidos, feridos, mortos e presos, além de submetidos a toques de recolher. Ainda não há números oficiais, mas as Nações Unidas citam centenas de mortos, enquanto a oposição e ativistas de direitos humanos citam mais de 1000. A internet e algumas redes sociais foram restringidas entre 29 de outubro e 3 de novembro, e a população ficou no escuro enquanto eram contados os votos e os mortos. Centenas de pessoas envolvidas nas demonstrações foram denunciadas por crimes pela promotoria, incluindo 145 acusadas de traição (CNN, 2025; OHCHR, 2025; The EastAfrican, 2025; Amnesty International, 2025).

Os resultados das eleições, em que Hassan foi eleita com 97,66% dos votos, trouxeram grandes dúvidas e ceticismo quanto à validade e transparência do processo eleitoral. A União Africana e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) criticaram a transparência da vitória eleitoral, negando seu atendimento aos padrões democráticos aceitos e citando fraude eleitoral, repressão e falhas sistêmicas. Além disso, o CHADEMA rejeitou os resultados e afirmou sua completa fabricação (BBC, 2025; The EastAfrican, 2025). Na constituição tanzaniana, a decisão eleitoral, depois de anunciada, não pode ser contestada judicialmente, independente das falhas que tenham sido apresentadas ao longo do processo (The EastAfrican, 2025). Nesse ínterim, a presidente tomou posse logo no dia 2 de novembro, em uma cerimônia fechada ao público, reforçando, em seu discurso de aceite, sua legitimidade e a validade das eleições, renegando qualquer interferência externa no país (The Guardian, 2025).

A crise que seguiu as eleições tanzanianas representa uma ruptura profunda com a lógica do consenso e da estabilidade historicamente intrínseca à política do país. O dissenso — durante décadas entendido como traição nacional e antítese do projeto político e identitário formulado a partir da ideologia do ujamaa e concretizado pela dominação política do CCM — deixou de ser comedido. As discordâncias já não podem, ou não devem, ser enquadradas como ameaças à coesão nacional e, portanto, controladas, ainda mais quando são profundas e instigam quebras na percepção da população. Agora, a desarmonia já não opera nos bastidores nem se limita a murmúrios isolados: ela é aberta, articulada e carrega consequências significativas tanto no debate público quanto na arena institucional. Manifesta-se nas ruas, nas redes sociais e em críticas de figuras políticas e internacionais relevantes. Esse novo clima de contestação desafia diretamente o imaginário de um país unido sob um único projeto político, questionando a suposta inevitabilidade do consenso.

Este cenário pode ser interpretado, em partes, como efeito de uma virada geracional, em que a juventude, mais conectada ao exterior e cética em relação aos limites determinados, já não aceita a totalidade do CCM e seu empenho político no país (BBC, 2025), percebendo o que era celebrado antes por sua estabilidade como repressão e estagnação. Todavia, seria evidente, mesmo que não fosse notável a centralidade jovem nos protestos, que a histórica identidade política tanzaniana construída no consenso e na apatia está sob crescente tensão. A oposição já se faz mais ouvida a ponto de ser excluída da corrida eleitoral, e atores internacionais já não apoiam a Tanzânia por seu cumprimento democrático e sua abertura. Embora ainda seja cedo para afirmar que esse modelo está superado, torna-se cada vez mais claro que seus pilares já não são indiscutíveis. A crise pós-eleitoral expôs rachaduras no arranjo social tanzaniano, as quais apontam para um futuro no qual o conflito político, longe de ser reprimido, deve ser reconhecido como parte legítima da vida democrática.

 

Considerações finais

A crise que segue a reeleição da presidente Hassan para um novo mandato na Tanzânia indica, antes de tudo, um severo descontentamento populacional com o estado político do país, e um empenho do partido dominante em manter sua centralidade política e sua dominação da lógica cultural tanzaniana. A estratégia de recalibração da governante, embora eficaz em setores como a diplomacia e na recuperação de quadros partidários, demonstrou ser insuficiente para conter tensões acumuladas pela falta de competição e pelas restrições democráticas, determinando um fracasso da inclusão seletiva frente ao ímpeto eleitoral de 2025.

A onda de violência e a rejeição dos resultados eleitorais, tanto internamente quanto por observadores internacionais, revelam que o mecanismo de "acomodar, absorver e reformular o dissenso" (El Ouassif, 2025) chegou a seus limites. A discordância, agora manifestada abertamente, é articulada por uma nova geração que não compartilha mais a apatia política histórica nem aceita a equivalência entre o CCM e a estabilidade nacional. O desafio imposto pela crise de 2025 é, portanto, de natureza estrutural e identitária. Embora o CCM tenha garantido a continuidade do seu poder, o entendimento social que sustentava sua colocação está prejudicado.

É questionável se o sistema dominante será capaz de incorporar o conflito como elemento legítimo da democracia ou se intensificará alguma forma de repressão. No entanto, a visibilidade e a escala da contestação pós-eleitoral sugerem que o retorno à lógica e à ordem do consenso indiscutível será, no mínimo, insustentável a longo prazo. As considerações futuras para o país, dessarte, exigem reformas que permitam a emergência de uma política sintética e genuinamente competitiva.

 

[1] Esta análise considerou os eventos até 29 de novembro de 2025, e eventuais mudanças significativas no desenrolar dos acontecimentos correlatos desde então não foram consideradas pela autora.

 

Referências

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