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Análise de Conjuntura
PET-REL, Kimimasa Mayama/EFE

por Ana Beatriz Zanuni

 

"Nenhum tipo de demonstração ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em quaisquer parques Olímpicos, locais de competição ou outras áreas", diz a Regra 50.2 da Carta Olímpica (COB, 2021). O objetivo é manter o foco dos Jogos Olímpicos no desempenho dos atletas, no esporte e na unidade e harmonia internacional, considerando a comunidade global plural que compõe as Olimpíadas. Entretanto, queira o Comitê Olímpico Internacional (COI) ou não, os Jogos Olímpicos sempre foram um ambiente político, tanto no nível individual dos atletas quanto em nível estatal e de política internacional — assim como todo grande evento mundial, que reflete o contexto político, econômico e cultural de sua época. Desse modo, as Olimpíadas têm um longo histórico de eventos políticos que se propagaram entre as competições esportivas.

 

A edição dos Jogos Olímpicos de  1936 foi propositalmente concedida à Berlim. Desse modo, permitiu que o governo nazista de Adolf Hitler exibisse a recuperação do status da Alemanha, e utilizasse o evento como uma plataforma para tentar provar sua teoria de superioridade racial — que certamente fracassou quando o afro-americano Jesse Owens ganhou 4 medalhas de ouro. Vinte anos depois, em Melbourne (Austrália), 3 protestos afetaram as Olimpíadas: China se retirou da competição após o COI reconhecer a delegação de Taiwan, e não participou novamente até 1980; Egito, Iraque e Líbano protestaram contra a invasão de Israel na Península do Sinai; e Espanha, Suíça e Países Baixos boicotaram os Jogos devido à invasão soviética à Hungria. Do mesmo modo, após as Olimpiadas de 1960, a África do Sul teve um hiatus de participações até a edição de Barcelona, em 1992, excluída dos Jogos devido ao regime do apartheid no páis (POLITICS, 2011).

 

A edição de 1968, na Cidade do México, foi marcada pelo ato de Tommie Smith e John Carlos, que fizeram a saudação dos Panteras Negras durante a exibição do hino nacional estadunidense. Já os Jogos de Munique, em 1972, são lembrados pelo ato terrorista que resultou na morte de onze atletas israelenses na Vila Olímpica, além de um policial e cinco dos terroristas palestinos, que demandavam a libertação de 200 prisioneiros de Israel (POLITICS, 2011). As vítimas foram homenageadas pelo Japão na abertura das Olimpíadas de Tóquio 2020.

 

Outras edições foram marcadas por boicotes: a de Montreal 1976, no Canadá, não contou com a presença de cerca de 30 nações africanas, devido a um boicote de última hora após o COI permitir que a Nova Zelândia competisse. Os neozelandezes haviam disputado uma partida na Africa do Sul, em tempos de apartheid, indo contra ao isolamento do país e à opinião do continente africano. Em Moscou 1980, liderados pelos Estados Unidos, mais de 60 países boicotaram os Jogos para protestar contra a invasão soviética ao Afeganistão, durante a Guerra Fria. Já na edição seguinte, em Los Angeles (EUA), a URSS liderou um boicote de 14 nações socialistas  ao evento (POLITICS, 2011).

 

A edição de Pequim, em 2008, foi um dos marcos da ascensão chinesa globalmente, exibindo ao mundo o poderio econômico e político da nova China, mesmo durante um  período de crise econômica em aspecto global. Desde a seleção do país como sede dos Jogos, houve divergências: de um lado, grupos de defesa dos direitos humanos afirmaram que permitir a China como anfitriã dos Jogos poderia legitimar seu regime repressivo, ao utilizar as Olimpíadas como instrumento de propaganda; de outro, apoiadores acreditaram que os Jogos Olímpicos iriam acelerar o progresso de liberalização social no país, juntamente com  taiwaneses, que acreditavam que a realização do evento na China reduziria o risco de uso da força chinesa contra seu país (POLITICS, 2011).

 

Por fim, a última edição das Olimpíadas, Rio 2016, foi extremamente politizada domesticamente, em meio ao caos político que se intensificava no Brasil e a epidemia do vírus Zika, que provocou críticas e preocupações por parte da comunidade internacional (PETROCILO, 2021). Em 2021, no Japão, a politização e a rejeição da população aos Jogos Olímpicos continua, mas por razões diferentes: o país se encontra em um contexto de vacinação lenta e pandemia fora do controle esperado, além de perdas econômicas e relações diplomáticas controversas com o COI, extremamente mal vistas pelos japoneses.

 

A Politização e os Jogos Diplomáticos

 

Mesmo com a continuidade da pandemia da Covid-19 em 2021 e, portanto, dos riscos sanitários de seguir adiante com uma Olimpíada, o Japão e o COI não adiaram novamente o evento e apostaram na realização de uma edição histórica, ainda que este fato tenha gerado desconfiança e insegurança na comunidade internacional. A realização dos Jogos nesse contexto não conta com o apoio popular e, menos ainda, com torcida estrangeira nas competições (COLON, 2021) — apenas a torcida local é permitida, e em locais e quantidades limitadas. Grande parte da rejeição dos japoneses aos Jogos — pesquisas apontam que 80% estariam contrários ao evento (TOKYO, 2021) — e das inseguranças dos participantes é devido à gestão da pandemia de Tóquio. Mesmo com um ano de adiamento e margem para preparação, a cidade entrou em seu quarto estado de emergência dias antes do início das Olimpíadas, fato que foi agravado a partir do crescimento de infecções com a variante delta do Coronavírus em todo o país.  

 

Fatores políticos e econômicos despontam entre as razões para a realização dos Jogos Olímpicos entre julho e agosto de 2021, sem discussões visando uma nova tentativa de adiamento ou cancelamento, mas também como dificultadores. Desde 2013, quando Tóquio foi escolhida como anfitriã da edição de 2020 — apesar dos receios com as consequências do acidente nuclear ocorrido dois anos antes —, o evento se caracterizava como parte do plano político de recuperação do Japão. Após um período de declínio econômico e político, o então Primeiro-Ministro Shinzō Abe tinha os Jogos como uma possibilidade de recuperar o status e a confiança do Japão, considerando também o crescimento ofuscante da China e outras nações em desenvolvimento (LONGMAN; FACKLER, 2013).

 

Devido a questões de saúde, Abe foi sucedido por Yoshihide Suga, seu braço direito no governo, em setembro de 2020. Com Suga, houve uma gestão de continuidade, insistindo na realização da Olimpíada, com o evento se colocando como uma possibilidade de trunfo político para Suga, Abe e o Partido Liberal Democrático (LDP). O projeto de Abe também considerava os Jogos como uma forma de se posicionar diplomática e economicamente no cenário internacional. Além disso, considerar cancelar os Jogos implicava em grande dificuldade de diálogo com o COI, que detém os direitos de realização do evento — e possui cerca de 75% de sua receita provinda de direitos de transmissão — e que certamente buscaria compensações em caso de cancelamento (COLON, 2021).

 

Mais pressão por razões econômicas vieram dos patrocinadores japoneses, que investiram US$ 3 bilhões e, depois do adiamento, mais US$ 200 milhões, e esperam pelo retorno do investimento. Por outro lado, a Toyota anunciou que iria retirar seus anúncios relacionados à competição, dado o ínfimo apoio do público (BAILÉN, 2021). Financeiramente, o governo também perdeu as oportunidades turísticas durante os Jogos, e apresentou um custo de US$ 15,4 bilhões, aumento de 22% dos custos previstos em razão da renegociação de contratos e de medidas anti-Covid com a alteração da data. Além do mais, em 2013, era esperado apenas US$ 7,5 bilhões com as despesas, entretanto, em 2020 foram estimados US$ 28 bilhões em gastos, segundo os jornais, que cobraram também mais transparência das autoridades (COLON, 2021). E, como se não bastasse a pandemia, no início de 2021, o chefe do comitê organizador olímpico de Tóquio 2020 renunciou, consequência de seus comentários depreciativos sobre mulheres (MCCURY, 2021).

 

Além das pressões políticas internas e daquela exercida pelo COI, o Japão também teve que lidar com questões diplomáticas. Por exemplo, a Coreia do Norte comunicou que não iria participar dos Jogos, e apresentou como justificativa oficial os riscos em virtude da pandemia de Covid-19. Entretanto, devido ao contexto político entre os países, a ação também pode ser entendida como um boicote (PETROCILO, 2021). Desse modo, o Japão perde a oportunidade de facilitar uma aproximação a Kim Jong-un, como aproveitado pela Coreia do Sul nos Jogos de Inverno de 2018, em PyeongChang (KHANG, 2020).

 

A Coreia do Sul também ameaçou boicotar os Jogos, mas hoje participa. A razão para tal foi uma disputa territorial com o Japão. Os coreanos apresentaram uma reclamação oficial após o lançamento de um mapa (que indicava o trajeto da tocha olímpica) marcando ilhas remotas entre o Japão e a Península Coreana, que são motivo de discordância histórica entre os países. As ilhas são controladas pela Coreia do Sul, mas os japoneses defendem que são parte do Japão, alegando que a Coreia as ocupa ilegalmente. O descontentamento coreano apresentou mais ênfase nesse caso, pois Seul aceitou um pedido feito pelo Japão antes dos Jogos de Inverno de Pyeongchang para remover o esboço de Dokdo — denominação das ilhas segundo os coreanos — da bandeira de representação da unificação das equipes norte-coreana e sul-coreana (RYAN, 2021). Além disso, a má gestão diplomática do Japão em relação à Coreia do Sul também resultou na desistência do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, de viajar para acompanhar a abertura dos Jogos Olímpicos e para ter o primeiro encontro oficial com Suga, primeiro-ministro japonês. A decisão foi consequência de um comentário de um diplomata da embaixada do Japão em Seul, considerado inaceitável por Moon e que repercutiu mal na Coreia do Sul, resultando na ausência do presidente coreano na abertura oficial dos Jogos (PRESIDENTE, 2021). 

 

Desse modo, o Japão perdeu grandes oportunidades de aproximação diplomática com ambas as Coreias. Durante os Jogos Olímpicos, a expectativa de Suga era de conseguir conduzir uma diplomacia ativa com líderes estrangeiros, o que foi extremamente dificultado com a pandemia. Desta vez, somente 15 países e organizações enviaram representantes às Olimpíadas. Talvez a presença de maior destaque seja a da primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, que lidera a delegação diplomática estadunidense, visando passar uma mensagem de apoio ao aliado asiático (HUNNICUTT, 2021).

 

O Legado de Tóquio

 

Com os Jogos Olímpicos de 2020 finalmente sendo realizados, Tóquio precisa estar atenta às consequências. Sem uma atenuação da pandemia no Japão, o legado olímpico pode ser desastroso, segundo especialistas da área de saúde no país (COLON, 2021). Pois, certamente, um mega-evento esportivo tem potencial para se tornar uma aglomeração super-disseminadora do vírus — e durante os Jogos, Tóquio bateu o recorde diário de casos no dia 27 de julho (SEDE, 2021).

 

Além disso, o país buscava alavancar a ideia de Cool Japan, uma estratégia fomentada desde a década de 2000 para limpar seu histórico de guerra e colonização, por meio da utilização de elementos culturais mais leves e “legais”, como personagens famosos de games — por exemplo, o ex-Ministro Abe protagonizou umas das mais lembradas cenas da cerimônia de encerramento da Rio 2016 ao subir ao palco fantasiado de Super Mario. Junto a isso, o próprio projeto para as Olimpíadas de Tóquio 2020 buscava renovar a imagem internacional do Japão como uma nação moderna, focada na tecnologia e na sustentabilidade (SAYURI, 2021). 

 

Desde 2013, Abe demonstrava essa ligação e seus interesses nas Olimpíadas, pontuando que aprendeu com o Jogos que o “legado não é apenas sobre edifícios, nem mesmo sobre projetos nacionais. Trata-se de visão global e investimento em pessoas” (HUGHES; GODA, 2021). Dois exemplos muito próximos do papel das Olimpíadas na construção de uma imagem e de um legado foram as Olimpíadas da mesma Tóquio, em 1964, e de Pequim, em 2008, vistas como marcos para o surgimento de cada país no cenário global como potências em ascensão (DU; HAGIWARA, 2021). Na época de sua última vez como anfitrião olímpico, os Jogos representaram para o Japão um retorno triunfante de um país que havia caído para o status de "nação de quarta categoria” após os tempos de guerra, renovando seu engajamento internacional como uma democracia pacífica e liberal. Entretanto, agora, as Olimpíadas estão mais próximas de serem apenas um holofote na resposta inepta do governo japonês à pandemia do coronavírus (ALT, 2021), principalmente considerando que o país iniciou os Jogos com apenas 37% da população total ou parcialmente vacinada (CORONAVIRUS, 2021). 

 

Outra preocupação para o Japão, na competição com os chineses por destaque regional, são os Jogos de Inverno de Pequim, em 2022. A edição tornará a cidade a única a ter sediado ambas as versões das Olimpíadas. Os Jogos também proporcionaram uma chance para a China melhorar sua imagem dois anos após ser o país de origem do coronavírus (DU; HAGIWARA, 2021). Assim, os japoneses devem ter ainda mais cautela na realização das Olimpíadas para não tornar o evento, por meio do qual o Japão espera sair da sombra da China e exibir seu poder para o mundo novamente, em mais um elemento da superioridade chinesa na região.

 

Desse modo, se o Japão não apresentar um bom desempenho da gestão dos Jogos, principalmente em termos de controle da pandemia, toda a expectativa de um soft power [1] assertivo para a reconstrução de uma imagem positiva e de crescimento do país pode resultar em um efeito contrário. Portanto, até o fim dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o legado do Japão também estará em jogo, dependendo de seu sucesso ao enfrentar os desafios impostos pela necessidade de controlar o vírus, por meio do avanço na vacinação e de uma administração logística exemplar, com milhares de estrangeiros percorrendo o país para competir e cobrir os Jogos.

 

[1] Poder brando. Conceito criado por Joseph Nye Jr. (2004) para se referir a capacidade de um Estado conseguir o que deseja por meio da atratividade de sua cultura, ideias, política doméstica e diplomacia.

 

Referências

 

ALT, M. Japan’s Olympic-Sized Problem. The New Yorker, 16 mai. 2021. Disponível em: https://www.newyorker.com/culture/cultural-comment/japans-olympic-sized-problem. Acesso em: 26 jul. 2021.

BAILÉN, I. Medo e vazio em Tóquio antes dos Jogos Olímpicos. El País, 19 jul. 2021. Disponível em: https://brasil.elpais.com/esportes/jogos-olimpicos/2021-07-19/medo-e-vazio-em-toquio-antes-dos-jogos-olimpicos.html. Acesso em: 26 jul. 2021.

COB. Conheça as Diretrizes da Regra 50 para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. 5 jul. 2021. Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/galerias/noticias/conheca-as-diretrizes-da-regra-50-para-os--jogos-olimpicos-de-toquio-2020/. Acesso em: 26 jul. 2021.

COLON, L. Política e dinheiro atropelam bom senso e transformam Tóquio-2020 em 'Olimpíada do medo'. Folha de S. Paulo, 17 jul. 2021. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2021/07/politica-e-dinheiro-atropelam-bom-senso-e-transformam-toquio-2020-em-olimpiada-do-medo.shtml?origin=folha. Acesso em: 24 jul. 2021.

CORONAVIRUS (COVID-19) Vaccinations. Our World In Data, 29 jul. 2021. Disponível em: https://ourworldindata.org/covid-vaccinations. Acesso em: 30 jul. 2021.

DU, L.; HAGIWARA, Y. China’s Winter Olympics Adds to Pressure for Tokyo to Hold Games. Bloomberg, 2 mar. 2021. Disponível em: https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-03-02/fear-of-being-upstaged-by-china-fuels-japan-s-olympics-push. Acesso em: 26 jul. 2021.

HUGHES, E. S.; GODA, H. Japan’s Olympic Challenge Could Be a Great Comeback Story for Tokyo. The National Interest, 20 fev. 2021. Disponível em: https://nationalinterest.org/blog/buzz/japan%E2%80%99s-olympic-challenge-could-be-great-comeback-story-tokyo-178541. Acesso em: 26 jul. 2021.

HUNNICUTT, T. Jill Biden lidera delegação dos EUA nos Jogos de Tóquio. Istoé Dinheiro, 21 jul. 2021. Disponível em: https://www.istoedinheiro.com.br/jill-biden-lidera-delegacao/. Acesso em: 26 jul. 2021.

KHANG, V. Tokyo Olympics are a chance for diplomatic reset with North Korea. The Interpreter, 4 fev. 2020. Disponível em: https://www.lowyinstitute.org/the-interpreter/tokyo-olympics-chance-diplomatic-reset-north-korea. Acesso em: 26 jul. 2021.

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LONGMAN, J; FACKLER, M. For 2020 Olympics, I.O.C. Picks Tokyo, Considered Safe Choice. The New York Times, 7 set. 2013. Disponível em: https://www.nytimes.com/2013/09/08/sports/olympics/tokyo-wins-bid-for-2020-olympics.html. Acesso em: 25 jul. 2021.

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