por Ana Beatriz Zanuni
No último dia 16, Novak Djokovic foi deportado da Austrália após tentar ingressar no país sem ter se vacinado contra a COVID-19. O tenista sérvio, que ocupa atualmente a 1ª posição do ranking da ATP (Association of Tennis Professionals), buscava competir na edição de 2022 do Australian Open — Grand Slam¹ que abre o calendário das principais competições do circuito internacional de tênis no ano. Entretanto, depois de semanas de discussão em meio aos holofotes, devido a popularidade do sérvio, o governo australiano não abriu exceções e manteve as rígidas políticas sanitárias e fronteiriças que adota durante a pandemia.
Nesse cenário, foram desencadeados diversos debates, incluindo questões sobre as abordagens australianas em sua fronteira durante a pandemia da COVID-19. Além disso, o ocorrido também gerou tensões diplomáticas entre a Austrália e a Sérvia, país de origem de Djokovic, que trouxe outras questões políticas ao jogo. Dessa maneira, considerando a repercussão do episódio, são explorados a deportação de Djokovic da Austrália, as razões para tal acontecimento e os impactos domésticos e internacionais que causou.
Quem é Novak Djokovic?
Primeiramente, para compreender a repercussão e magnitude que um evento ocorrido com um único indivíduo foi capaz de atingir, é preciso o entendimento sobre quem é Novak Djokovic. Atualmente com 34 anos, Djokovic é originário da Sérvia e tenista profissional desde 2003. Atual número 1 do mundo, segundo o ranking da ATP, domina a posição desde 2011, alternando apenas com o espanhol Rafael Nadal. Além disso, coleciona recordes e títulos (incluindo 20 Grand Slam), sendo considerado um dos maiores vencedores do esporte e, portanto, tido como um herói para os sérvios (ATP TOUR, 2022).
Em seu país natal, apesar da vacinação ser rotineira e oficiais de saúdes defenderem a ciência, dados indicam que, no caso da COVID-19, parte da população sérvia é receosa em relação à vacina, com apenas 47% de totalmente imunizados até o momento (SERBIA…, 2022). Com isso, o governo teve que adotar medidas como incentivos em dinheiro e vales para motivar a população. Além disso, Belgrado, cidade natal de Novak, é mais próxima dos conceitos de medicina alternativa. Ligado à visão holística de Weltanschauung, Djokovic possui crenças que afirmam que, por exemplo, a presença do glúten no ambiente pode enfraquecer o tenista, ou que água poluída pode ser purificada pela consciência humana, porque as moléculas de água reagiriam às emoções (MARZORATI, 2022).
Com isso, mesmo reconhecendo as fatalidades e contribuindo para a compra de equipamentos médicos em meio à pandemia, Djokovic expressou resistência em se vacinar contra a COVID-19 e se posicionou contra a obrigatoriedade da vacinação para os deslocamentos internacionais. Assim, apoia práticas como a yoga, alimentação saudável e meditação para o combate ao vírus (MARZORATI, 2022). Assim, não se pode descartar a influência e consequência que seu posicionamento teve sobre os índices de vacinação contra o coronavírus da Sérvia, onde é considerado alguém influente. Por outro lado, no mundo do tênis, Djokovic é um outlier. Dentre os 100 jogadores masculinos melhores ranqueados, apenas 3 não se vacinaram (BURKI, 2022).
As razões e consequências da deportação de um número #1
As políticas de restrição e questões sanitárias da Austrália em relação à proteção contra a COVID-19 são rígidas e o país não acolhe prontamente os não vacinados, com poucas exceções para a entrada de pessoas no país — inclusive para vacinados, que representam 92% da população australiana acima de 16 anos (BP EXTRA…, 2022; GUNIA, 2022; MARZORATI, 2022). Portanto, nesse contexto, a entrada de Djokovic no país era um desafio. O status de vacinação do tenista não era claro, então, a estratégia foi apresentar uma exceção médica, apresentada pouco antes de sua chegada na Austrália, com o argumento de que havia sido infectado por SARS-CoV-2 em meados de dezembro e, portanto, não precisaria ser vacinado pelos próximos meses. devido ao número de anticorpos no sistema (WHAT…, 2022). Além disso, como um não-vacinado, Djokovic tinha a opção de realizar quarentena após sua chegada à Austrália, mas a alternativa não foi adotada (MARZORATI, 2022).
No primeiro cenário, a exceção foi suficiente para a emissão do visto do tenista, mas foi questionada por oficiais federais da fronteira, enquanto a isenção ao tenista foi autorizada pelo governo de Victoria, estado onde o Aberto é sediado. Na Austrália, esse processo se tornou problemático porque o governo federal é responsável pelo controle de fronteiras, mas a saúde pública é de responsabilidade de nível estadual. Assim, problemas de comunicação entre as autoridades, evitados durante os últimos dois anos, enquanto as restrições eram mais rígidas, vieram à tona com o progresso da vacinação e maior flexibilização do fluxo de viajantes, e o país começa a lidar com novas questões e impasses (WHAT…, 2022).
No caso de Novak, foram adotadas as regras federais de entrada no país, que indicam a obrigatoriedade da vacinação. Assim, o tenista deveria voltar à Sérvia, mas optou por permanecer na Austrália e apelar à justiça. Ainda, suas perspectivas se tornaram mais difíceis depois da identificação de informações falsas em documento entregue na fronteira, e da presença de Novak em eventos públicos durante o período em que declarou estar contaminado pelo coronavírus (ZHUANG, 2022). Desse modo, o processo se estendeu e, durante esse período, o sérvio foi levado a um centro de detenção. Nesse contexto, o Primeiro-Ministro australiano, Scott Morrison, que tomou a situação como algo pessoal, discursou reforçando o cumprimento das regras sanitárias e que “there are no special cases”, pois a repercussão da entrada de um não-vaciado no país também traria desmoralização para o governo da Austrália (BP EXTRA…, 222; WHAT…, 2022)
Por fim, Djokovic foi avaliado como um risco para a saúde pública e para a boa ordem pelo Ministro da Imigração, Alex Hawke, devido aos comportamentos irresponsáveis que demonstrou em relação a COVID-19, e teve seu visto cancelado após um longo, politizado e judicializado processo (RAPHAEL, 2022; WHAT…, 2022). Nesse sentido, no contexto de rígidas restrições australianas, não houve exceções aplicadas a Djokovic devido ao seu status.
Devido a demora no processo, o episódio foi visto de maneira negativa domesticamente, principalmente enquanto a entrada de Djokovic ainda era permitida (GUNIA, 2022). A opinião pública australiana, de grande interesse do governo, demonstra forte apoio a graves consequências para os não-vacinados e que os casos de exceção sejam regulamentados por razões médicas, e não por crenças pessoais (RAPHAEL, 2022). Junto disso, uma pesquisa indicou que 83% dos australianos apoiavam a deportação, tornando a decisão popular na Austrália (BURKI, 2022)
Nesse contexto, o caso Djokovic também se tornou uma disputa simbólica entre apoiadores e opositores à vacinação e às restrições de viagem. Nesse debate, Djokovic poderia ter se tornado um exemplo da falta de assertividade do governo australiano em relação a suas próprias medidas, podendo influenciar negativamente a população (MILLS, 2022). De acordo com o próprio Hawke, a permanência de Djokovic na Austrália poderia “encorajar outras pessoas a desconsiderar ou agir de forma inconsistente com os conselhos e políticas de saúde pública” (BURKI, 2022, tradução nossa).
Com isso, o episódio também voltou a atenção à abordagem australiana em relação às políticas de detenção e sanitárias na fronteira, e como tomaram forma durante o período da pandemia. A detenção de Djokovic foi no mesmo ambiente utilizado para deter requerentes de asilo, com uma parcela que está encarcerada há quase uma década. O que aconteceu com o tenista ocorre muitas vezes com outros que não têm o mesmo status ou atraem a mesma atenção — mesmo que suas causas possam ser mais dignas, como a busca de refúgio devido a conflitos armados em seu país. A consciência sobre a situação desses migrantes gerou indignação de grupos de direitos humanos e de pessoas de outras partes do mundo, mas o fato ainda é ignorado e esquecido pelos australianos, devido a maior naturalidade com que tratam a rigidez na fronteiras, principalmente durante a pandemia (SOUTPHOMMASANE; STEARS, 2022; WHAT…, 2022).
No início da pandemia, o Primeiro-Ministro considerou o vírus uma ameaça à soberania e a Austrália rapidamente se isolou do mundo como medida de contenção. Estrangeiros não eram autorizados a entrar e, com o tempo, ninguém era autorizado a deixar o país sem permissão expressa, que era dificilmente concedida. Assim, os australianos mantiveram baixas perspectivas em fugir das restrições do governo. Desse modo, o contexto foi de um dos lockdowns mais longos e rígidos do mundo, contando com o apoio dos principais partidos do país e com o trabalho do exército para impedir o fluxo de pessoas (SOUTPHOMMASANE; STEARS, 2022).
Mesmo assim, a população indicou pouca resistência e a aceitação pública reflete as maiores preocupações com os riscos à saúde e uma tendência dos australianos de ver seu país como um santuário, separado do resto do mundo. Tal mentalidade tem raízes históricas, de uma população que só pode se conectar com o mundo após o desenvolvimento da aviação e de sua popularização, que tornou as viagens internacionais acessíveis. Então, se isolar do restante do planeta não se mostrou como um grande fardo, como para outras populações mais internacionalizadas, e o rígido controle das fronteiras pelo governo não foi repudiado (SOUTPHOMMASANE; STEARS, 2022; WHAT…, 2022).
Além disso, o episódio também resultou em tensão diplomática entre a Austrália e a Sérvia. O atual mandatário sérvio, Aleksandar Vučić, declarou que a Sérvia estaria simbolicamente perseguida pelos australianos, sendo a população sérvia representada na figura de Djokovic. Nesse contexto, vale mencionar que Vučić tem postura nacionalista e demostra ações com o objetivo de inflar esse sentimento, também como estratégia para aumentar e fortalecer seu poder. O líder também faz forte uso da imagem da aliança histórica do país com a Rússia, se encontrando diversas vezes com Vladimir Putin, presidente russo. O atual nacionalismo sérvio utiliza da ideia de um “mundo sérvio”, e um de seus grandes símbolos é Novak Djokovic, considerado herói no país e um “super-atleta” sérvio.
Nesse sentido, o ocorrido na Austrália gera um novo tópico para a abordagem Vučić, pois abre espaço para um discurso de “contra tudo e contra todos” e de perseguição aos sérvios. Assim, a “perseguição” australiana iria além de Djokovic e da questão anti-vaxx, mas representaria a negação de um espaço para a Sérvia como uma grande e forte nação, a partir da figura do tenista (BP EXTRA…, 2022).
Enquanto isso, do outro lado do debate, na Austrália, a politização das restrições de fronteira e o discurso de perseguição da Sérvia foram associados à adesão da Austrália ao Quad (Quadrilateral Security Dialogue). O Quad — grupo formado por Austrália, Estados Unidos, Índia e Japão com o objetivo de manter a "liberdade e prosperidade” na região indo-pacífica — foi recentemente fortalecido e realizou a 1ª Cúpula de Líderes do Quad em meados de setembro. Assim, na associação feita pelos australianos, considera-se que a Sérvia estaria ligada à China, devido ao alinhamento de ambos os países com a Rússia. Os chineses, por sua vez, são opositores ao Quad e classificam o bloco como “anti-China”. Assim, a percepção é de que Djokovic foi utilizado para atingir a Austrália dentro de um outro contexto político, sendo a Sérvia um chamariz utilizado para a fragilização da imagem australiano (BASSI, FERRAZ, 2021; BP EXTRA…, 2022).
Considerações Finais
Por fim, é possível observar que o argumento australiano de que Djokovic seria um risco à saúde pública, devido ao seu posicionamento anti-vacina e seu nível de visibilidade e influência, pode ter sido correto. Ainda mais, o posicionamento do governo da Austrália em deportar o tenista pode gerar resultados positivos para a causa pró-vacinação. Poucos dias após a conclusão do torneio em Melbourne, existe um possível cenário em que Novak Djokovic decida se vacinar. A mudança de opinião foi confirmada por seu biógrafo, Daniel Muksch, no dia 2 de fevereiro (SOLSONA, 2022).
A afirmação vem à tona apenas 3 dias após a vitória de Rafael Nadal no Australian Open. Com isso, além de não poder defender seu título de campeão de 2020 — que deve resultar em perda de posições no ranking —, Djokovic também fica para trás na disputa entre os maiores vencedores de Grand Slam de simples masculino, pois Nadal o ultrapassou. Djokovic era o que mais se pronunciava publicamente sobre a possibilidade de atingir tal marca, assim, o feito do espanhol também se coloca como um dos grandes motivadores para a possível vacinação de Djokovic.
Junto disso, outra consequência da decisão australiana e mais uma razão para a mudança de posicionamento do sérvio é o posicionamento do governo da França, sede do próximo master de tênis de 2022, o Torneio de Roland Garros. Um dia depois da deportação de Djokovic, o Ministério dos Esportes da França afirmou que não haveria isenção a Djokovic da nova lei francesa, que prevê a exigência de passaporte de vacinas para participar de eventos públicos, incluindo competições esportivas. Nesse sentido, o que estaria a favor do tenista seria a melhoria do cenário da pandemia, o que impactaria na legislação francesa (DJOKOVIC…, 2022b; PRETOT, 2022).
Dessa maneira, o caso exemplifica, primeiramente, como uma figura individual pode representar um país e parcelas da sociedade, e contribuir para debates relevantes em nível internacional. Além disso, também ilustra como a persistência por uma abordagem mais rígida e segura contra a COVID-19, representada pela Austrália, pode contribuir para um comportamento mais unificado da sociedade e evitar que crenças prejudiciais para a saúde pública se propaguem. A decisão australiana também resultou em movimentações em outros países, como a França, que não se opunha à entrada do sérvio não-vacinado antes do episódio. Portanto, se anteriormente Djokovic declarou que, caso a vacinação se tornasse obrigatória, teria que tomar uma decisão, talvez esse seja o momento (BURKI, 2022).
[1] - Termo popularmente utilizado para descrever qualquer um dos quatro principais torneios do tênis, os abertos da Austrália, dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido (US OPEN, 2022).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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DJOKOVIC é sócio de empresa que busca tratamento para Covid-19. Folha de S.Paulo, 19 jan. 2022b. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2022/01/djokovic-e-socio-de-empresa-que-busca-tratamento-para-covid-19.shtml. Acesso em: 31 jan. 2022.
DJOKOVIC teria manipulado teste de covid, diz revista alemã. Poder 360, 12 jan. 2022c. Disponível em: https://www.poder360.com.br/internacional/djokovic-teria-manipulado-teste-de-covid-diz-revista-alema-dw/. Acesso em: 31 jan. 2022.
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